RETOMADA do Totem despede-se do Teatro Arraial

O Totem convida para a despedida de RETOMADA. 
RETOMADA - grupo Totem - foto Fernando Figueiroa
 
Atenção desejosos de plantão, tem sido belo, intenso e fortalecedor viver esta temporada, mas está chegando ao final, este é o último final de semana de apresentações de RETOMADA, no Teatro Arraial, sexta e sábado, às 20h. Quem ainda não viu, simbora!
RETOMADA - grupo Totem - foto Fernando Figueiroa
“Retomada” nos fala das vozes que fortemente persistem em ecoar sobre a terra arrasada. Com sua poética polifônica, o Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas e manifesta sua identificação com o sentimento de resistência dos povos originários. A encenação é envolvida pela força da ‘alma coletiva’, que séculos de colonização não conseguiu anular e que vem sendo retomada pelos povos, por ter sua vitalidade ancorada na ancestralidade.
RETOMADA - grupo Totem - foto Fernando Figueiroa
Nosso mais profundo agradecimentro e respeito aos povos originários, especificamente os Pankararu, Xukuru e Kapinawá que partilharam com o grupo de seus saberes ancestrais e de resistência pelas terras sagradas.
Essa luta também é sua.

Pelos povos originários, por todos os viventes e encantados, avançaremos!!!

RETOMADA - grupo Totem - foto Fernando Figueiroa
SERVIÇO
Últimas apresentações da temporada: 26 e 27 de maio
Dias: Sexta e sábado
Hora: 20h
Ingressos: 10,00 meia entrada e 20,00 inteira
Local: Teatro Arraial, Rua da Aurora, 457 - Recife

"RETOMADA" em Temporada

“Retomada”, do Totem, em temporada no Teatro Arraial - Recife


O grupo Totem segue com a temporada de “Retomada”, no Teatro Arraial Ariano Suassuna, um trabalho que vem somar sua fala às vozes dos povos indígenas, à sabedoria ancestral, à luta pela demarcação de suas terras. “Retomada” se solidariza a todos os que sofreram e ainda sofrem com a invasão de suas terras e o assassinato de seus líderes.

A performanceRetomada”, fez sua estreia exatamente a um anos atrás, maio 2016, no “Trema! Festival de Teatro”, passando depois pelo Cirkula/IRB, pela Mostra Outubro ou Nada de Teatro Alternativo, pela Mostra A Porta Aberta e recentemente pela Mostra de Teatro e Circo do SESC Santo Amaro. A atual temporada atravessará todo o mês de maio às sextas e sábados – 20h.

RETOMADA - Grupo Totem - Foto Fernando Figueiroa
“Retomada” é fruto da Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, que possibilitou residências artísticas junto aos povos kapinawá, xukuru e pankararu, que o Totem mergulhou nos rituais, alicerçando, dilatando e aprofundando seu saber e fazer artístico. Possibilitando a busca de uma experiência estética transcendente, com uma cena ampliada com corpos vivos de pulsões e fluxos.

Nosso espetáculo é nossa maneira de lutarmos por um país onde caibam todos. “Retomada” simboliza a alma coletiva, o sentido de pertencimento e o direito ao bem comum. É um território onde ecoam vozes seculares que nos chamam para a luta. Com “Retomada” o Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas, sentida no ato ritual e na reverência de espírito aguerrido os povos têm pelas suas terras. O espaço sagrado pelo qual se luta, é o mote desse trabalho, uma ode à mãe geradora e mantenedora de tudo. Retomada é um chamado à experiência estética transformadora. 


RETOMADA - Grupo Totem - Foto Leandro Lima
A cena ritual criada pelo grupo, não reproduz rituais vividos nas aldeias, através da sua linguagem que mistura dança teatro performance e ritual, característica de sua poética, o Totem manifesta sua identificação com o sentimento de resistência. Sendo este um ato ritual único, onde os corpos entoam a força coletiva e invocam as vozes silenciadas nas páginas do tempo. A energia da atmosfera sagrada se faz presente, formando um corpo expandido entre o físico, o sonoro, o espaço circundante e a metafísica, uma obra cosmológica, trazida à cena contemporânea através do contato com forças ancestrais. Integrando assim o público ao ritual, à consagração das conquistas, à vida dedicada à paisagem real e imaginária, onde se encontram os saberes originários.



RETOMADA - Grupo Totem - Foto Leandro Lima
O trabalho conta com trilha sonora original executada por Fred Nascimento na percussão, Cauê Nascimento na Guitarra e Gustavo Vilar nas flautas e nos maracás, numa sonoridade que funde elementos da musicalidade indígena com as possibilidades contemporâneas. O trabalho de voz e corpo, durante o período da pesquisa, foi orientado pelo dançarino/performer e músico Conrado Falbo, posteriormente o trabalho de preparação vocal ficou a cargo de Thiago Neves.

RETOMADA - Grupo Totem - Foto Fernando Figueiroa

A pesquisa e execução da pintura corporal é do artista plástico Airton Cardin. O desenho de luz de Natalie Revoredo e a projeção do VJ Bio Quirino possuem papel essencial na atmosfera criada, capaz de envolver e o público no ritual que constitui o espetáculo, convocando-o à energia do coletivo. Em cena Lau Veríssimo, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Gabi Cabral, Juliana Nardin, Taína Veríssimo e El Maria (performer convidada). Fred Nascimento assina a encenação/direção geral do espetáculo.


RETOMADA - Grupo Totem - Foto Fernando Figueiroa
Ficha Técnica
Encenação: Fred Nascimento
Coreografias coletivas do grupo Totem
Preparação corporal: Totem
Performers: Gabi Cabral, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo, Taína Veríssimo e El Maria (performer convidada)
Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar
Cenografia: Totem
Figurino: Gabriela Holanda
Maquiagem: Tatiana Pedrosa / Totem
Designer de luz: Natalie Revorêdo
Vj: Bio Quirino
Pintura corporal: Airton Cardim
Direção de palco: Tatiana Pedrosa
Assistente técnico: Ronaldo Pereira
Fotografia: Fernando Figueiroa
Designer gráfico: Uirá Veríssimo
Preparação vocal: Conrado Falbo e Thiago Neves


SERVIÇO
“RETOMADA” – performance do grupo Totem
Temporada (cont.) 12 a 27/maio – sextas e sábados
20h
R$ 20 e 10 (meia)
Local: Teatro Arraial Ariano Suassuna- Rua da Aurora, 457 – Boa Vista – Recife.
Fone: (81) 3184-3057
















Retomada no encerramento da Mostra de Teatro e Circo do SESC Santo Amaro - Recife


Retomada no encerramento da Mostra de Teatro e Circo do SESC Santo Amaro - Recife




A performanceRetomada”, do Totem,  fez sua estreia em maio passado, no “Trema! Festival de Teatro”, passando depois pelo Cirkula/IRB, pela Mostra Outubro ou Nada de Teatro Alternativo, pela Mostra A Porta Aberta. Neste sábado 1 de abril Retomada volta à cena em sua primeira apresentação de 2017 na Mostra de Teatro e Circo do SESC Santo Amaro, fechando a referida Mostra às 19:30 no Teatro Marco Camarotti.

Retomada - Totem em performance - foto Fernando Figueiroa

Retomada” é fruto da Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, que possibilitou residências artísticas junto aos povos kapinawá, xukuru e pankararu, que o Totem mergulhou nos rituais, alicerçando, dilatando e aprofundando seu saber e fazer artístico. Possibilitando a busca de uma experiência estética transcendente, com uma cena ampliada com corpos vivos de pulsões e fluxos. 

Retomada -  Totem em performance - foto Fernando Figueiroa

 “Retomada” nos fala das vozes que fortemente persistem ecoando sobre a terra arrasada. Nela o Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas, sentida no ato ritual e na reverência de espírito aguerrido que tem seu povo pela sua terra. O espaço sagrado pelo qual se luta, é o mote desse trabalho, uma ode à mãe geradora e mantenedora de tudo. A cena ritual criado pelo grupo, não representa ou reproduz rituais vividos nas aldeias, através do teatro performático, característico de sua poética, o Totem manifesta sua identificação com o sentimento de resistência. Sendo este um ato ritual único, onde os corpos entoam a força coletiva e invocam as vozes silenciadas nas páginas do tempo. Uma encenação que simboliza a alma coletiva, o sentido de pertencimento e o direito ao bem comum. Integrando assim o público ao ritual, à consagração das conquistas, à vida dedicada à paisagem real e imaginária, onde se encontram os saberes originários. A energia da atmosfera sagrada se faz presente, formando um corpo expandido entre o físico, o sonoro, o espaço circundante e a metafísica, uma obra cosmológica, trazida à cena contemporânea através do contato com forças ancestrais.



Retomada - Grupo Totem - Taína Veríssimo em performance

O trabalho conta com trilha sonora original executada por Fred Nascimento na percussão, Cauê Nascimento na Guitarra e Gustavo Vilar no pífano e nos maracás, numa sonoridade que funde elementos da musicalidade indígena com as possibilidades contemporâneas. O trabalho de voz e corpo, durante o período da pesquisa, foi orientado pelo dançarino/performer e músico Conrado Falbo, posteriormente o trabalho de preparação vocal ficou a cargo de Thiago Neves. A pesquisa e execução da pintura corporal é do artista plástico Airton Cardin. O desenho de luz de Natalie Revoredo e a projeção do VJ Bio Quirino possuem papel essencial na atmosfera criada, capaz de envolver e o público no ritual que constitui o espetáculo, convocando-o à energia do coletivo. Em cena Lau Veríssimo, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Gabi Cabral, Juliana Nardin e Taína Veríssimo. Fred Nascimento assina a direção geral do espetáculo.








'RETOMADA' do grupo Totem no encerramento da 1ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife Outubro ou Nada


'RETOMADA', do grupo Totem no encerramento da 1ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife Outubro ou Nada




Neste sábado o Totem estará mostrando a performance Retomada, no encerramento da 1ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife Outubro ou Nada. Retomada só foi visto no Trema! Festival de Teatro, e no Cirkula no IRB. Neste sábado é uma oportunidade única de se conferir Retomada, um verdadeiro chamado para a guerra. A apresentação será no Coletivo Lugar Comum, que fica na Rua Capitão Lima, 210, STº Amaro, Recife.


 RETOMADA - performance do Totem. Lau Veríssimo em performance. Crédito Fernando Figueiroa

          Com Retomada, o Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas e manifesta sua identificação com o sentimento de resistência dos povos. O corpo contemporâneo do grupo é envolvido na força da ‘alma coletiva’, que séculos de colonização não conseguiu anular. A luta pela terra, ancestralidade e cosmologia, é o mote desse trabalho. Sendo este um ato ritual único, que simboliza o espírito coletivo, o sentido de pertencimento e o direito ao bem comum. A energia da atmosfera sagrada se faz presente, formando um corpo expandido entre o físico, o sonoro, o espaço circundante e a metafísica.

 RETOMADA - Performance do Totem. Crédito Fernando Figueiroa

O espetáculo “Retomada”, é fruto da pesquisa “Rito Ancestral Corpo Contemporâneo” vivenciada pelo grupo em 2015/2016, com o incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo a Cultura – Funcultura. Em busca de fortalecer sua linguagem cênica ritual, o Totem se debruçou sobre os rituais do Povo Pankararu, Xukuru e Kapinawá, partilhando de seus ritos, saberes e visão de mundo. Assim reconhecendo a afirmação da identidade indígena e manutenção de suas culturas, a perseverança na luta pela terra originária e pela garantia das terras retomadas, bem como identificando a inter-relação existente entre o mundo material e o espiritual e a comunicação desses com seus ‘encantados’. 

 RETOMADA - performance do Totem. Crédito Fernando Figueiroa

FICHA TÉCNICA
Encenação: Fred Nascimento
Atrizes-performers: Gabi Cabral, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo e Taína Veríssimo
Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar
Preparação corporal: grupo Totem
Cenografia: grupo Totem
Figurino: grupo Totem
Maquiagem: grupo Totem
Designer de luz: Natalie Revorêdo
Vj: Bio Quirino
Pintura corporal: Airton Cardim
Assistente técnico: Ronaldo Pereira
Fotografia: Fernando Figueirôa
Designer gráfico: Uirá Veríssimo
Preparação vocal: Conrado Falbo e Thiago Neves
Assessoria de imprensa: Beth Oliveira
Produção executiva e produção geral: grupo Totem

SERVIÇO
Retomada - performance do grupo Totem
Local: Coletivo Lugar Comum - Rua Capitão Lima, 210 - Stº Amaro, Recife
19h
R$ 20 e 10





Oficina Corpo Ritual - Ano 4 - Grupo Totem

Oficina CORPO RITUAL – Ano 4 – Grupo Totem


          A Oficina CORPO RITUAL é realizada desde 2013, baseada na pesquisa de linguagem desenvolvida pelo Totem há 28 anos, na qual o grupo congrega técnicas da performance, da dança, do teatro. A oficina contém práticas performáticas em interfaces com outras linguagens artísticas, a fim de adentrar um tempo-espaço-mítico-arquetípico e desenvolver performances-liminares voltadas para a autopoiesis, a mitologia pessoal e a ritualidade. Para isso o corpo é tomado como motor da obra ativando os fluxos corpóreos, criando interações cosmológicas, proporcionando o acordar de memórias, realizando um mergulho na profundidade arquetípica, a fim de fazer emergir manifestações simbólicas e um ‘eu-ritual’.

          Serão oferecidas apenas 15 vagas a serem preenchidas por ordem de inscrição. O fechamento da Oficina será celebrado com a realização da 3ª Mostra de Performance Corpo Ritual, na qual serão apresentadas as performances criadas durante a oficina. Nos últimos anos o Totem vem aprofundando seu trabalho em teatro ritual, corpo e ritualidade, desenvolvido ao longo dos últimos anos, e a Oficina Corpo Ritual é o momento do grupo socializar sua pesquisa com o público interessado, sejam profissionais ou estudantes, das artes cênicas, das artes do corpo e arte terapeutas. Tanto a Oficina quanto a Mostra serão realizadas no Centro de Cultura Luiz Freire, Carmo Olinda.



 Makeda em performance - foto Fernando Figuiroa      Anaterra Veloso em performance - foto Fernando Figueiroa

                             
A oficina será realizada da segunda-feira 31 de outubro a sexta-feira 04 de novembro, das 19h às 22h.


A 3ª Mostra de Performance Corpo Ritual será realizada no sábado 05 de novembro às 18h.
Público alvo: Maiores de 18 anos interessados em artes do corpo.
Serão oferecidas 15 vagas que serão preenchidas por ordem de inscrição.
Investimento: 250,00 (em duas vezes, via depósito bancário)
Local: Centro de Cultura Luiz Freire, Rua 27 de Janeiro, 181- Carmo – Olinda – PE.
Dúvidas e outras informações: grupototem@hotmail.com; ou através dos telefones:
99873-8224 (Tim- whatzapp) - Juliana Nardin
987324678 (oi) / 999308410 (Tim) - Taína Veríssimo
986393787 (oi) - Fred Nascimento

Grupo Totem - Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo Entre vozes corporais e movimentos sonoros

Grupo Totem - Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo

Entre vozes corporais e movimentos sonoros

A ideia de trabalharmos o corpo e a voz dentro da pesquisa “Rito Ancestral Corpo Contemporâneo”, foi justamente para sentirmos o corpo em ritual como um todo. Esmiuçar os diálogos que o corpo e a voz criam durante as manifestações religiosas nos povos indígenas visitados. Os ‘toantes’, cantos dos Pankararu, agiam como guias durante todo o percurso desenvolvido pelos praiás durante O menino do Rancho. Os demais participantes do ritual respondiam com gritos fortes e específicos em resposta, em seus momentos apropriados. O corpo envolto na dança e nos maracás em mãos, uma farta vestimenta que molda e ainda assim flutua no circular constante dentre a poeira que pairava, os sons envolvendo toda a atmosfera, tudo em sintonia gerando algo sobrenatural. Estes toantes vêm de uma força de antes, carregam uma linguagem ancestral, de um povo que fala para os seus e dança o ser Pankararu. 

Em nossos corpos, sentimos o toré, identificando-o, reconhecendo-o, em nossa linhagem, em nossas entranhas. Trouxemos o corpo tocado, extasiado e profundamente mexido pelo ser indígena. Nossas vozes somam-se às suas. Vozes de resistência diante dos silenciamentos seculares. Em nosso processo de pesquisa entre corpo e voz, experimentamos potencialidades a partir das atividades desenvolvidas nos encontros feitos com Conrado, artista parceiro condutor desta investigação sonora: percebendo espaços entre o som emitido e o movimento, entre continuidades, interrupções, conduções; buscando o corpo a serviço da voz e vice e versa; sentindo o elo entre o movimento e sonoridades propostas, que sons o corpo sugere, que gestos a voz requer ou ainda insistir no que não condiz; realizando a integração com o espaço, o comunicar-se com o externo e o interno, com o outro e o todo; estando dentro e fora de cena, identificando sua função no ritual, sua importância no corpo/voz coletivo. 

Buscando uma ponte entre o Totem e produções vocais contemporâneas, nos debruçamos sobre as obras de Meredith Monk e suas descobertas da voz, tão irreverentes quando sagradas. Suas criações contemplam a dinamicidade das possibilidades atuais e, ao mesmo tempo, nos transportam para um tempo antigo, onde as vozes soavam como sendo da própria terra. Deixando nítida a forte influência indígena, nas sobreposições vocais, suas vocalizações nos remetem novamente aos Pankararu. Meredith é propriamente uma artista xamã, aquele que sente além, visionário, capaz de vivenciar nos dois mundos e nos transportar para um mundo entre o ordinário e extraordinário. 
Na prática do performer como xamã, seguimos também outros fluxos: do movimento contínuo atrelado à respiração e a voz; da criação de linhas no espaço, com voz e corpo; do fluxo corporal transposto para a voz e para o papel, gerando novas linhas e formas; de recebermos estímulos através do tarô, das cartas que orientam o fazer através do desconhecido, do novo e inesperado. Nisso, a voz vem se fortificando enquanto corpo e este, se intensificando através da voz. Seguindo o percurso para uma performance ritual, onde este corpo sonoro seja tocante, bem como o toante.


Grupo Totem – “Rito Ancestral Corpo Contemporâneo” Ritual de dia de Reis – Povo Xucuru de Ororubá

Grupo Totem – “Rito Ancestral Corpo Contemporâneo”Ritual de dia de Reis – Povo Xucuru de Ororubá



foto Fernando Figueiroa


Subir a Serra do Ororubá era mais que um desejo, uma obrigação!  E nos mostrou o quanto a alma coletiva se faz presente. E como ela guia o povo. Sentir isso foi mais importante que ler todos os livros.
                                                                         
foto Fernando Figueiroa
                                                                           
    Éramos todos ouvidos. Ouvir, ouvir, ouvir. A história do cacique Chicão e a retomada das terras. Assassinado pelas mãos do latifúndio. – Diga ao povo que avance. (deixou o recado). E foi plantado em terra Xucuru. Cacique Marcos, filho de Chicão, escolhido pelos encantados, quanta responsabilidade.
Foto Fernando Figueiroa




Foto Fernando Figueiroa


O rito, os pontos, os cantos, o toré, a terra, a passagem do invisível para o corpo híbrido, miscigenado. São muitos fluxos, a energia do lugar, dos encantados, da terra, pisar o chão sagrado.

A Festa de Reis – O ritual, o povo Xukuru mistura rituais e símbolos indígenas com o catolicismo popular e elementos afro-brasileiros. Uma festa que em nada lembra o dia de reis do catolicismo, podemos observar o toré em diversos formatos e significados, incorporação de espíritos encantados e discursos políticos.

Foto Fernando Figueiroa


E percebemos como o ritual é de fundamental importância para consolidação da identidade do povo, para assegurar a luta pela terra que dará ao povo xucuru o poder de determinar seu futuro. Festa, luta política e a memória das lideranças assassinadas se entrelaçam, no universo simbólico Xukuru.

Volto a falar da alma coletiva que se manifesta em fluxo energético, sua força fez o sol renascer dentro do Povo Xuxuru do Ororubá.